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#minhajanelaminha

# minhajanelaminha  nasceu de uma inquietação. Neste mundo sobrecarregado de tantas fotografias, que ficavam vivas por tão pouco tempo, as pessoas ainda conseguiriam se relacionar com uma imagem? O ritual de despertar, fotografar o amanhecer com o telefone, e postar diariamente foi transformando a minha janela numa janela de todos. Uma comunidade, marco do começo do dia, previsão do tempo, um carinho. Um espaço em que recebi bons dias, palavras carinhosas e as interpretações diversas da vista. Vários motivos para sorrir. Pessoas próximas, pessoas não tão próximas e pessoas que não conheço pessoalmente foram se tornando amigas. Este trabalho é sobre as construções das relações de afeto entre as pessoas através das redes sociais, construções de costumes e troca de gentilezas. O projeto já foi apresentado nas versões aplicativo, video instalação, impressão em lambe-lambe e em tecido, em 05 cidades brasileiras e em Quito, Equado

Banhos

Essa série de a u toretratos é o res ultado do registro de  u ma seq u encia de banhos d u rante seis meses onde as ações  se repetem e se conf u ndem, formando  u m ininterr u pto rito intimo de p u rificação Participou da exposição coletiva "Ritos e Rituais"que foi exposta no Centro Cultural Yves Alves - Tiradentes e Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - Juiz de Fora.

Senescencia

Senescência Do latim senescentĭa- , particípio presente neutro plural de senescĕre , «envelhecer» Se distanciar às vezes é necessário para enxergar de outra maneira. Estar em um helicóptero me possibilitou humanizar a terra. Pensar que a vida é gerada pela terra  e é sustentada por ela. De longe pude observar as cicatrizes, rugas, marcas de catapora e outras marcas na pele do planeta que reage à ação dos anos, do tempo e pelo uso de seus habitantes. Começamos sonhando com as estrelas. Ao longo do tempo, nossos pensamentos se viram para a matéria. Ver a terra como a derme do planeta é resignificar seu contexto. A terra é um corpo imutável ou um corpo que envelhece ?

Santo Antonio

Retratos de todos os moradores da comunidade ribeirinha Santo Antonio, Amazonas, e detalhes dos interiores de suas casas. Este trabalho fez parte da coletiva Retratos, que foi exposta no Centro Cultural Yves Alves - Tiradentes, e circulou também pelo Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - Juiz de Fora e Espaço Fábrica São Luiz - Itu. Trabalho em parceria com Hans Georg

Cultivar o Jardim

Um jardim é fruto de trabalho. Uma sombra existe pela interposição de algo à passagem da luz. É preciso cultivar o jardim. A sombra aparece no oposto do visível e, por contraste, faz ver. O jardim materializa a natureza domada, posta em limites, ato do desejo de alguém. A sombra guarda semelhança de forma, é um duplo, efeito de causa, índice, remete ao que ela não é, mas que a faz ser. O jardim sugere tranquilidade, contemplação e beleza. A sombra não deixa vestígios que não os inscritos na memória das superfícies. Território de beijos e enlevos de amor, o jardim habita um mundo idealizado. É preciso imaginar o que projeta a sombra. Cultivar o jardim é um trabalho de imaginação. Fernando Schmitt

Explicitamente

Explicitamente "Tudo é uma questão de despertar a sua alma" Gabriel Garcia Marques Cem Anos de Solidão Comprar é uma paixão.  Nada é mais claro e aberto em uma vitrine do que o desejo de seduzir. Os objetos são exibidos para tornarem-se alvos do desejo, cuidadosamente escolhidos para atrair os olhares dos passantes. A paixão precisa ser despertada. Comprar é um ritual que se inicia com o namoro de vitrine, e termina com a decisão da compra, esta decisão cria um laço entre o individuo e o objeto.  O vidro que separa é transparente, e ilusioriamente faz surgir um "caminho" para a paixão, tornando-a possível. Porém o vidro impede o toque, pedindo que  um movimento mais "decisivo" seja tomado. E uma vez que é tomado  o objeto passa a ser possuído. O sentimento de posse faz parte da paixão. A paixão pelas compras costura os diferentes itens expostos, mostrando os caminhos comuns a todos. Possuir faz parte do sentimento da paixão. Ana...

Haikai

Vemos três crianças na beira de um lago, de costas para a câmera. Entre duas meninas, um pequeno garoto se movimenta e sobe na mureta baixa do lago. Ele agora está na altura das meninas e na camisa dele está escrito 43 The King. A série de fotografias de Ana Rodrigues, intitulada Haikai, é baseada no gênero de poesia de origem japonesa, que apresenta uma estrutura simples e concisa. Assim como na linguagem escrita que conta com três linhas, os Haikais de Ana são todos trípticos. Flagrantes de pequenos gestos, as imagens mostradas nos levam a perceber que momentos ordinários quando retirados do fluxo do tempo podem se tornar extraordinários, sendo elevados à potência de acontecimentos. Entretanto, acontecimentos de tal sutileza que quase imperceptíveis para a maioria das pessoas. Ana olha atentamente para essas insignificâncias. Registra o detalhe, o silêncio, reduzindo a velocidade diante à correria cotidiana. A série exposta apresenta contemplações poéticas imersas no di...